Como compreender o processo de produção do conhecimento científico?

Essa pergunta originou a elaboração do meu projeto de pesquisa para o doutorado. Ainda na entrevista de seleção, uma das entrevistadoras, ao criticar o projeto, argumentou que não se compreende esse processo sem entender como se faz a ciência no século 21. Ela apontou então a questão da produtividade.

O problema da ciência no século 21 seria a produtividade: o processo de trabalho em equipe, a colaboração.

Como trabalhar em colaboração se existe a competição de recursos públicos? Perguntou ela.

Essa era realmente uma questão, ainda mais se pensarmos que hoje, na Internet, trabalhamos o tempo todo em colaboração… pelo menos esse é o princípio do trabalho colaborativo em rede.

Existem hoje os crownfounding, os financiamentos coletivos que podem reunir recursos para o pagamento de uma determinada pesquisa, por exemplo.

De qualquer forma, fiquei com a questão do problema da ciência no século 21. Esse será o ponto de partida para minha investigação.

Perguntando ao oráculo, encontrei um post que apresenta algumas ideias interessantes. Ele pode ser lido aqui.

O autor fala que o conhecimento está ligado ao poder: “pois trata-se de algo que para tornar-se precisa de autorização. Conhecimento só se configura como verdade quando autorizado. Assim, por trás do conhecimento há uma teia de poder e dominação”. O conhecimento científico, por exemplo, só seria verdadeiro (aqui entra a questão da Verdade), se fosse validado por uma autoridade, pelos pares, por exemplo.  Primeiro ponto: validação pelos pares. Só que hoje, com a Internet, há a democratização do conhecimento e todos podem validá-lo – o que remete ao ponto três, logo abaixo.

Ele ainda fala do resgate de outras formas de conhecimento ou o “reconhecimento da complexidade do mundo e da necessidade da transdisciplinaridade”. Aqui cita e coloca o link para textos de Edgar Morin. Ponto dois: o estudo da complexidade.

O terceiro ponto seria a “democratização do conhecimento” através da Internet : “a produção do conhecimento que deixa de ser privilégio apenas dos grandes meios de comunicação de massa e passa a poder ser exercido pelos cidadãos”.

O autor argumenta que podem existir consequências nefastas como a descentralização do poder ou a identificação dos donos do poder – o que discordo. Acredito que é aí que está justamente o diferencial de nossa era e justamente o seu ponto positivo: o fato de não existir um ponto de poder centralizado. Os nós são vários e distribuídos. Ponto quatro: poder distribuído e descentralizado.

Para ir mais longe

A ciência para o século XXI: uma nova visão e uma base de ação. Brasília: UNESCO, ABIPTI, 2003. Texto baseado na “Conferência Mundial sobre Ciência, Santo Domingo, 10-12 mar, 1999” e na “Declaração sobre Ciências e a Utilização do Conhecimento Científico, Budapeste, 1999” Acessar o link aqui.

Conhecimento científico e censura. Artigo de Carlos Eduardo Lins da Silva. Unespciência, fevereiro de 2012. Link aqui.

E você, tem algum texto para sugerir?

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